Perder o RG costuma gerar mais aflição do que deveria — o processo de segunda via é conhecido, tem custo baixo na maioria dos estados, e na maior parte dos casos nem exige boletim de ocorrência.
Onde solicitar
A segunda via é emitida pelo instituto de identificação do seu estado — geralmente chamado de Instituto de Identificação, Poupatempo (SP) ou nome equivalente conforme a unidade federativa. Muitos estados já permitem agendamento ou até solicitação inicial pelo site do órgão, embora a coleta de dados biométricos/foto costume exigir comparecimento presencial.
Documentos necessários
- Certidão de nascimento ou casamento (original ou cópia autenticada)
- CPF
- Comprovante de residência
- Uma foto 3×4 recente, quando exigida pelo posto (alguns já fazem a foto no local)
Quanto custa
O valor da segunda via de identidade costuma girar em torno de R$ 110,62 em vários estados, mas o valor exato varia conforme a legislação estadual — cada unidade federativa define sua própria taxa, então vale confirmar o valor atualizado no site do órgão emissor da sua região antes de ir.
Precisa de boletim de ocorrência?
Não é uma exigência universal só pela perda — mas em caso de furto ou roubo, registrar o B.O. costuma isentar da taxa de emissão em muitos estados, já que nesse caso a perda não foi por descuido do titular. Vale verificar essa isenção específica no órgão local antes de pagar a taxa cheia.
Passo a passo resumido
1. Reúna os documentos listados acima.
2. Verifique se seu estado exige agendamento prévio pelo site do instituto de identificação.
3. Compareça no dia agendado (ou vá diretamente, se o posto atender por ordem de chegada).
4. Pague a taxa, se aplicável (ou apresente o B.O. de furto/roubo para isenção, quando prevista).
5. Aguarde o prazo de entrega, que varia por estado — alguns entregam na hora, outros em alguns dias úteis.
A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) muda esse processo?
O Brasil está em transição para a Carteira de Identidade Nacional, um documento unificado com o CPF já integrado ao número de identificação. A implantação varia de estado para estado e ainda está em andamento — o processo de solicitação, na prática, segue pelo mesmo órgão estadual de identificação, mas vale consultar o site local pra saber se a região já emite a CIN em vez do RG modelo antigo.
Dá para adiantar parte do processo pela internet?
Em muitos estados sim — pré-cadastro de dados e agendamento de horário já podem ser feitos online, o que reduz bastante o tempo de espera presencial. A coleta de biometria e foto, porém, ainda costuma exigir ida ao posto na maioria dos lugares.
Perguntas frequentes
Posso usar RG de outro estado como documento de identidade enquanto espero a segunda via?
Sim, se ainda tiver alguma cópia (mesmo vencida ou de versão antiga) ou outro documento oficial com foto (CNH, passaporte), esses seguem valendo como identificação enquanto o novo RG não fica pronto.
Se eu me mudei de estado, tiro o RG no estado novo ou no antigo?
Pode solicitar no estado onde mora atualmente — não precisa voltar ao estado onde tirou o RG originalmente, desde que apresente a documentação de base (certidão de nascimento/casamento) exigida.
RG tem prazo de validade?
Modelos emitidos há muito tempo (décadas) podem ser recusados por alguns órgãos por estarem desatualizados na aparência ou com foto muito antiga, mesmo sem “vencer” oficialmente — vale considerar atualizar se o seu já tem mais de 10 anos.
Perdi o RG e o CPF junto — preciso resolver os dois separadamente?
Sim, são processos e órgãos diferentes (RG pelo instituto de identificação estadual, CPF pela Receita Federal) — mas o CPF costuma ser resolvido primeiro e sozinho pela internet, o que já ajuda a ter um documento com validade enquanto o RG novo não fica pronto.
Menores de idade seguem o mesmo processo?
Precisam ser acompanhados por um responsável legal e apresentar a certidão de nascimento em vez do CPF isolado como comprovação principal — o restante do processo (foto, taxa, prazo) segue parecido com o de um adulto.
O que fazer enquanto o RG novo não fica pronto
Guardar uma foto do RG antigo no celular (mesmo que ele tenha sido roubado/perdido fisicamente) pode ajudar em situações informais de identificação — mas não substitui o documento físico em trâmites que exigem apresentação presencial do original, como abertura de conta ou viagens.
Protocolo de solicitação como comprovante provisório
Ao dar entrada no pedido, você recebe um protocolo — em muitos estados, esse protocolo já serve como comprovante provisório de que o processo está em andamento, útil em situações que aceitem esse documento intermediário enquanto o RG definitivo não sai.
Estrangeiros e naturalizados seguem o mesmo processo?
Estrangeiros residentes usam a Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) em vez do RG comum, emitida pela Polícia Federal, não pelo instituto de identificação estadual — um processo e órgão diferentes do descrito aqui. Brasileiros naturalizados, depois de concluída a naturalização, seguem o processo comum de RG.
Vale a pena tirar RG digital, se o estado oferecer?
Sim, quando disponível — a versão digital (dentro do aplicativo do governo estadual ou do gov.br) tem a mesma validade legal e evita o risco de perda física, sendo um bom complemento ao documento de papel, não necessariamente um substituto completo em toda situação ainda.
Resumo rápido pra quem só quer resolver agora
Reúna certidão de nascimento/casamento, CPF e comprovante de residência, procure o instituto de identificação do seu estado (com ou sem agendamento prévio, conforme a região), pague a taxa (ou apresente B.O. de furto/roubo pra isenção, se aplicável) e aguarde o prazo local de entrega.
Posso solicitar em nome de outra pessoa (filho, cônjuge)?
Sim, desde que apresente comprovação do vínculo (certidão de casamento, certidão de nascimento do filho) além dos seus próprios documentos de identificação — cada posto pode pedir uma cópia extra desse comprovante de relação.
Como saber se o meu estado já emite a nova Carteira de Identidade Nacional
A forma mais confiável é consultar diretamente o site do instituto de identificação do seu estado, já que a implantação da CIN acontece em ritmos diferentes — alguns estados já emitem em todos os postos, outros ainda estão em fase de transição parcial.
